Autoestima

Autocrítica: por que somos tão duros com nós mesmos

Um olhar gentil sobre a voz interna que cobra demais, e caminhos para construir uma relação mais saudável com você mesmo.

Se existe uma voz dentro de você que vive apontando defeitos, comparando e cobrando perfeição, saiba que você não está sozinho. A autocrítica intensa é uma das queixas mais comuns no consultório, e também uma das que mais respondem bem ao trabalho terapêutico.

De onde vem essa voz

Ninguém nasce se criticando. Essa voz costuma se formar ao longo da vida, a partir de cobranças que ouvimos, comparações, experiências de rejeição ou ambientes muito exigentes.
Com o tempo, o que era a voz de fora vira a voz de dentro e passa a funcionar quase no automático.

O problema é que, diferente de uma crítica construtiva, a autocrítica raramente ajuda a melhorar. Ela paralisa, gera vergonha e alimenta a sensação de nunca ser suficiente.

Autocrítica não é autoconhecimento

É possível olhar para os próprios erros com honestidade sem se destruir no processo. Reconhecer um limite e dizer "eu falhei aqui e posso tentar diferente" é muito diferente de concluir "eu sou um fracasso".
A primeira frase abre caminho; a segunda fecha portas.

O que a terapia faz com essa voz

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos para:

  • identificar os pensamentos autocríticos no momento em que eles aparecem;
  • questionar se eles são fatos ou apenas interpretações antigas e automáticas;
  • desenvolver uma voz interna mais realista, firme e gentil ao mesmo tempo;
  • praticar a autocompaixão, que não é passar a mão na cabeça, e sim se tratar com o mesmo respeito que você ofereceria a alguém que ama.

Um passo que você pode dar hoje

Na próxima vez que se pegar pensando algo duro sobre você, experimente uma pergunta simples: "eu diria isso, com essas palavras, para um amigo querido na mesma situação?".
Quase sempre a resposta é não. E isso já mostra o tamanho da diferença entre como tratamos os outros e como tratamos a nós mesmos.

Se essa voz crítica tem pesado no seu dia a dia, a terapia pode ajudar você a transformá-la. Podemos conversar com calma, sem compromisso.

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